Segurança em Cosméticos – Parte 1

Um assunto que é muito importante dentro da cosmetologia, apesar de pouco comentado, são as avaliações de segurança. Por isso, resolvi fazer essa série inicial de posts, contando um pouquinho de como tudo funciona no maravilhoso mundo dos cosméticos!

Para que um cosmético seja aprovado para venda no Brasil, devem ser realizados testes que comprovem sua segurança, além dos testes de eficácia caso haja dizeres de benefícios do cosmético em sua rotulagem, conforme as orientações de nossa agência regulatória – ANVISA. Nessa série de posts explicarei como funcionam os testes de segurança.

O primeiro teste de segurança que deve ser feito (e muitas vezes, o único – contra a orientação da ANVISA) é o teste de Irritação Primária – Patch Test. Esse teste tem como objetivo avaliar se o produto cosmético novo causa alguma irritação imediata nas pessoas, para evitar possíveis alergias futuras. É o mesmo teste que muitos produtos para cabelo e pelos descrevem em sua embalagem.

Como é feito: uma amostra do produto cosmético é colocada em um disco de algodão, e este disco de algodão é colocado em contato com a pele. Para fins de comparação, um outro disco de algodão, contendo apenas solução salina (soro) é colocado em outra área do corpo. Após 24 horas, os dois discos de algodão são retirados e é avaliado se há sinais de irritação (vermelhidão, inchaço, descamação da pele, etc).

Existem componentes nas formulações de cosméticos que são mais propensos a causarem alergias, mas naga garante que uma mistura nova de ingredientes seguros continue sendo segura. O Patch Test é o passo inicial para garantir que a fórmula do cosmético poderá ser utilizada pela maior parte da população.

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